Lei Paulo Gustavo - LPG Governo do RN

Foto de Catarina Alice Dos Santos

Catarina Santos é artista, produtora cultural autônoma e pesquisadora potiguar, com atuação contínua no campo das artes e da cultura desde 2004 na expressão teatral, configurando uma trajetória superior a vinte anos de trabalho ininterrupto e sistemático no campo da arte e da cultura no Rio Grande do Norte, de forma transversal. Sua prática caracteriza-se por uma abordagem interdisciplinar, que transita por múltiplas linguagens e campos de atuação, entre eles o teatro, a performance, as artes visuais, a fotografia, o audiovisual, a intervenção urbana, a literatura, a pesquisa em patrimônio e as ações de produção e formação cultural, articulando criação artística, mediação, memória, território e educação em uma mesma perspectiva crítica e sensível. Sua trajetória artística tem início no teatro infantil (2004) e teatro de rua, com grupos como o Grupo Brincarte de Teatro e adentrou o curso de Licenciatura em Teatro (2007), na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, contexto no qual passou a integrar grupos performáticos (Disfunctorium-2008/2010) participando do encontro da ABRACE (Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-Graduação em Artes Cênicas) em Belo Horizonte, projetos de pesquisa (bolsista PIBIC) e experimentações vinculadas à cena e às práticas teatrais contemporâneas. Nesse período, desenvolveu trabalhos ligados à dramaturgia, à intervenção no espaço público e à relação entre corpo, cidade e memória, estabelecendo, desde então, uma produção intimamente relacionada ao território, às narrativas sociais invisibilizadas e às dinâmicas culturais da cidade de Natal e de outras localidades do Rio Grande do Norte. Participou das primeiras edições de diversos festivais teatrais como I Festival de Teatro de Natal (2005), I Festival de Teatro de São Gonçalo do Amarante (2006) diversos espetáculos de grande alcance como Auto do Natal (2009), Auto de Parnamirim “Nas Asas da História” (2006). A trajetória de Catarina Santos articula-se de modo singular entre as artes, as ciências humanas e os estudos culturais, revelando um percurso marcado pela transversalidade dos saberes e pela constante articulação entre teoria, prática e território. No início de sua trajetória universitária, desenvolveu uma pesquisa que resultou no artigo “A dualidade em Yerma”, publicado no periódico PublICa V (2009, p. 01–06), no qual investigou, sob viés crítico e analítico, as camadas simbólicas presentes na obra de Federico García Lorca, aproximando teatro, literatura e estudos de subjetividade. Finalmente, quando parte para Psicologia com pesquisa em Psicologia Social e Cultural na UNI-RN, participou do Programa Ciências sem Fronteiras (2012-2013) em Barcelona/Espanha, realizando intercâmbio acadêmico na Universitat de Barcelona, onde permaneceu por aproximadamente um ano e dois meses, desenvolvendo estudos e pesquisas, experiência que ampliou seu repertório teórico-metodológico e provocou uma aproximação decisiva com a fotografia e com as pautas sociais, sobretudo no que tange às relações entre espaço urbano, subjetividade, arte e memória coletiva, retornando para o Brasil e atuando com a fotografia e no audiovisual em consonância com seu trabalho de pesquisa internacional na psicologia da comunicação. Catarina Santos é artista, produtora cultural autônoma e pesquisadora potiguar, com atuação contínua no campo das artes e da cultura desde 2004 na expressão teatral, configurando uma trajetória superior a vinte anos de trabalho ininterrupto e sistemático no campo da arte e da cultura no Rio Grande do Norte, de forma transversal. Sua prática caracteriza-se por uma abordagem interdisciplinar, que transita por múltiplas linguagens e campos de atuação, entre eles o teatro, a performance, as artes visuais, a fotografia, o audiovisual, a intervenção urbana, a literatura, a pesquisa em patrimônio e as ações de produção e formação cultural, articulando criação artística, mediação, memória, território e educação em uma mesma perspectiva crítica e sensível. Sua trajetória artística tem início no teatro infantil (2004) e teatro de rua, com grupos como o Grupo Brincarte de Teatro e adentrou o curso de Licenciatura em Teatro (2007), na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, contexto no qual passou a integrar grupos performáticos (Disfunctorium-2008/2010) participando do encontro da ABRACE (Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-Graduação em Artes Cênicas) em Belo Horizonte, projetos de pesquisa (bolsista PIBIC) e experimentações vinculadas à cena e às práticas teatrais contemporâneas. Nesse período, desenvolveu trabalhos ligados à dramaturgia, à intervenção no espaço público e à relação entre corpo, cidade e memória, estabelecendo, desde então, uma produção intimamente relacionada ao território, às narrativas sociais invisibilizadas e às dinâmicas culturais da cidade de Natal e de outras localidades do Rio Grande do Norte. Participou das primeiras edições de diversos festivais teatrais como I Festival de Teatro de Natal (2005), I Festival de Teatro de São Gonçalo do Amarante (2006) diversos espetáculos de grande alcance como Auto do Natal (2009), Auto de Parnamirim “Nas Asas da História” (2006). A trajetória de Catarina Santos articula-se de modo singular entre as artes, as ciências humanas e os estudos culturais, revelando um percurso marcado pela transversalidade dos saberes e pela constante articulação entre teoria, prática e território. No início de sua trajetória universitária, desenvolveu uma pesquisa que resultou no artigo “A dualidade em Yerma”, publicado no periódico PublICa V (2009, p. 01–06), no qual investigou, sob viés crítico e analítico, as camadas simbólicas presentes na obra de Federico García Lorca, aproximando teatro, literatura e estudos de subjetividade. Finalmente, quando parte para Psicologia com pesquisa em Psicologia Social e Cultural na UNI-RN, participou do Programa Ciências sem Fronteiras (2012-2013) em Barcelona/Espanha, realizando intercâmbio acadêmico na Universitat de Barcelona, onde permaneceu por aproximadamente um ano e dois meses, desenvolvendo estudos e pesquisas, experiência que ampliou seu repertório teórico-metodológico e provocou uma aproximação decisiva com a fotografia e com as pautas sociais, sobretudo no que tange às relações entre espaço urbano, subjetividade, arte e memória coletiva, retornando para o Brasil e atuando com a fotografia e no audiovisual em consonância com seu trabalho de pesquisa internacional na psicologia da comunicação. Esse deslocamento formativo internacional reverberou diretamente em sua produção artística e cultural no Brasil, especialmente no desenvolvimento de projetos voltados à documentação sensível dos territórios, à visibilização de grupos historicamente marginalizados e à leitura crítica da cidade como campo de disputa simbólica. Tal relevância é, inclusive, reconhecida em produções acadêmicas externas, nas quais sua trajetória é citada como referência nos estudos sobre mídia independente e ativismo cultural, a exemplo dos debates presentes em análises sobre as trajetórias de agentes culturais vinculados a práticas contra-hegemônicas, evidenciando o alcance e a consistência de sua inserção no campo intelectual e artístico contemporâneo. A trajetória artística e cultural de Catarina Santos destaca-se no cenário potiguar pela articulação singular entre artes visuais, artes urbanas, direitos humanos, comunicação livre e práticas estéticas de resistência, compondo um conjunto de ações que integram produção artística, pesquisa crítica e atuação social. Segundo a dissertação “Mídia à luz do desejo: cartografias dos processos da mídia livre contemporânea brasileira”, de Francisco Jadson Silva Maia (UFRN - 2016), Catarina é apresentada como fotógrafa, pesquisadora em Psicologia Social Crítica e militante de direitos humanos, cuja produção integra experiências estéticas e políticas voltadas à afirmação de subjetividades, territórios e memórias coletivas. O autor evidencia que sua atuação se insere no campo da mídia livre, compondo processos comunicativos alinhados aos princípios de horizontalidade, interculturalidade e democracia radical, pilares fundamentais das insurgências artísticas e sociais contemporâneas. A dissertação registra que Catarina produziu uma série de exposições relevantes, entre elas “Pessoas, Realidades, Cotidianos e Territó-rios” (2014), que abordam território, cotidiano, comunidade e subjetividade humana a partir de uma perspectiva ética e crítica. Em “Transitoriedades” (2015), sua fotografia expande o olhar para vivências e interculturalidades registradas em cidades do Marrocos, afirmando o caráter transitório e sensível do signo fotográfico. Sua atuação também está presente em ocupações urbanas, comunidades populares, coletivos artísticos e iniciativas de formação, como no núcleo rural do Projeto Motyrum (2014), onde registrou imagens e desenvolveu práticas audiovisuais com jovens de assentamentos rurais, contribuindo para o fortalecimento da cultura, da memória e das narrativas autônomas dessas comunidades. Jadson Maia, em sua dissertação, descreve Catarina Santos como agente fundamental na cobertura das Jornadas de Junho de 2013, registrando tanto imagens quanto textos para Carta Potiguar e integrando processos de comunicação que tensionaram modelos hegemônicos de mídia, amplificando vozes de movimentos sociais silenciados pela grande imprensa. A dissertação também destaca sua articulação com o Coletivo Poéticas Urbanas (2013), em que desenvolveu intervenções artísticas urbanas que articularam performance, imagem, crítica social e arte pública, reforçando a potência estética-política da fotografia como instrumento de emancipação e agência coletiva. Atualmente, encontra-se em processo de conclusão do curso de Pedagogia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), com formação prevista para 2026.2, com ênfase na pesquisa em Pedagogia Cultural e Educação Museal, área na qual realiza pesquisa e práticas voltadas à mediação em espaços culturais, memória social, patrimônio e práticas educativas em ambientes formais e não formais. Nesse percurso, atuou como estagiária no Museu de Minérios do Rio Grande do Norte (2025), onde desenvolveu o recente artigo “A importância da acessibilidade na educação patrimonial: um olhar sobre as práticas do Museu de Minérios do RN”, aguardando revisão para publicação. A produção de Catarina Santos, portanto, configura-se como trajetória sólida, contínua e de grande relevância cultural, marcada pela criação artística comprometida com pluralidade, justiça social, democratização da comunicação, memória popular e defesa dos direitos humanos. Ao longo de sua trajetória, realizou exposições individuais e coletivas, tais como “Pessoas, Realidades e Cotidianos” (2014), “Territórios” (2015) e “Transitoriedades” (2016), além de participações em Salões de Artes Visuais (2023) em Natal (Obra Êxodo – parte 01) e Caicó (2023). No campo do audiovisual, elaborou roteiros eparticipou de produções de obras como o curta “Sustento” (2018), bem como videoartes e videomappings que articulam memória, espaço urbano e crítica social, a exemplo de “Quintas – Alecrim – Rocas” (2023) e “Cidade Alta – Território em Ruínas”(2025). Catarina desenvolveu as séries urbanas de lambe-lambe “Eu Puta, ele santo” (2018) visando enfatizar a problemática da violência de gênero quando sofreu agressão física, a série “As três rainhas loucas do RN” (2023) questionando o estigma da mulher e saúde mental e a série “SOLA” (2024) para refletir acerca dos valores atuais da condição da mulher contemporânea, realizou, ainda, o projeto de lambe urbano em Curitiba “A invasão Potyguara na Repíublica de Curitiba”(2023) levando cordéis locais a capital paranaense. Paralelamente à produção artística, consolidou-se como produtora cultural autônoma, proponente e articuladora de projetos aprovados em importantes políticas públicas de fomento, como a Lei Aldir Blanc (2020/2021), a Lei Paulo Gustavo (2023/2024), a Política Nacional Aldir Blanc (2024/2025) e o Fundo de Incentivo à Cultura (2025), entre os quais se destacam o “Festival Histórico Rua da Conceição”(2024), o projeto “Ressonância Potyguar: imagem, memória e patrimônio”(2025), o “I Laboratório de Narrativas Criativas”(2025) e o projeto de pesquisa cultural “Deux Ex Machina: inteligência artificial, arte e novas mídias na escola”(2025). Catarina participou de projetos com apoio do SEBRAE no edital de Economia Criativa juntamente com o Ressigficarte Potiguar, aprovando o projeto “1ª Expo Urbana do Alecrim: mostra sua cara, conta sua história”. Articula, desde 2020, o Ateliê Santa Catarina, espaço de pesquisa, criação, formação e fruição artística localizado em Natal/RN, que atua como uma incubadora de projetos e produção artístico-cultural no Rio Grande do Norte. Catarina elaborou uma denuncia sobre saúde mental com o título “O Evangelho Segundo a Santa Catarina do Pau Oco” (2023) e também é responsável pelo editorial da revista cultural “MOVA UMA PALHA” (2021/2025) que abarca trabalhos e reflexões sobre o fazer cultural local com diferentes grupos e expressões artísticas. Suas ações ocorrem de forma regular ao longo do ano, em diferentes contextos e espaços, como escolas públicas, equipamentos culturais, centros históricos, praças, ruas e comunidades de bairros periféricos e tradicionais. O público atendido abrange crianças, jovens, educadores, artistas independentes, coletivos culturais, mulheres e moradores de territórios vulnerabilizados, bem como público geral. Ao longo de sua carreira de 20 anos, Catarina Santos recebeu reconhecimentos públicos e institucionais, entre eles premiações de melhor produtora Cultural (2024) Bar e Galeria Cultural do Pedrinho e a comenda da Câmara Municipal de Natal (2018) por sua atuação social e cultural contra violência de gênero, o que atesta a relevância, a consistência e o impacto de sua trajetória na cena cultural potiguar.

Município de atuação:
Natal/RN